SOBRE
Dra. Juliana
Santinoni

Depois de anos atendendo pessoas com dor, uma pergunta começou a se repetir mais do que qualquer outra:
por que a dor de cabeça volta, mesmo depois dos exames normais e das tentativas de tratamento?
Foi respondendo a essa pergunta, um caso de cada vez, que o Cabeça Sem Dor começou a tomar forma.
Nasceu da necessidade de organizar o que a prática clínica mostrava sobre dor de cabeça recorrente, cervical, ATM e os diferentes fatores que podem participar de cada quadro.
Hoje, o método já alcança mulheres fora do Brasil, mas o princípio que sustentou o primeiro atendimento continua sendo o mesmo: entender o padrão da dor antes de decidir o que fazer com ela.
Trajetória
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Cada etapa da minha formação acrescentou e acrescenta a cada ano, uma nova camada de conhecimnto e perspectiva sobre dor, movimento e recuperação da função.
Aos poucos, fui construindo uma forma de olhar para o corpo como um sistema integrado, sem reduzir o quadro a uma única estrutura.
Foi no consultório, acompanhando mulheres que conviviam com dor de cabeça recorrente, que uma situação começou a se repetir: muitas estavam com a investigação médica em dia e não apresentavam achados que explicassem, sozinhos, a recorrência das crises — mas continuavam organizando a vida em função da dor.
Desde 2022, meus estudos passaram a se concentrar especialmente em coluna, dor persistente e cefaleia, com cursos e atualizações anuais acompanhando a evolução das evidências nessa área.

FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO CONTÍNUA
Fisioterapia
Unisalesiano Araçatuba — 2008
Pilates e Treino Funcional
2012
Especialização em Saúde da Mulher, 2015
Especialização em Terapia Manual — Osteopatia, 2017
Cursos e atualizações e anuais em DOR desde 2022
Método Mckenzie de tratamento de Coluna - Formação internacional, 2023
Esse percurso mudou a maneira como passei a conduzir cada caso.
O diagnóstico continuou sendo importante, mas deixou de representar o ponto final da investigação. Tornou-se o início de perguntas mais amplas:
Como essa dor se comporta ao longo do tempo?
Qual impacto produz na rotina?
O que acontece antes, durante e entre as crises?
Qual é a participação da cervical, da ATM, do sono, do ciclo menstrual e de outros aspectos do contexto?
Com o tempo, algumas observações se repetiram tanto que se tornaram princípios do meu trabalho.
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O que a prática foi mostrando
Nem toda informação relevante sobre a dor aparece no exame. Muitas aparecem no padrão: na frequência, na duração, nos sintomas associados, no uso de medicamentos e na forma como a crise interfere na rotina.
Cervical e ATM podem participar do quadro, mas raramente explicam tudo sozinhas. Precisam ser analisadas dentro da história de cada pessoa, e não tratadas automaticamente como a causa da dor.
Organizar a história clínica, o impacto funcional e as prioridades costuma oferecer mais direção do que procurar um único culpado para cada crise.
Foi dessa leitura mais ampla que nasceu o Cabeça Sem Dor.

Como o trabalho funciona hoje
O cuidado começa pela organização da história.
Analisamos o comportamento da dor de cabeça, a frequência e a duração das crises, os sintomas associados, o impacto no dia a dia, o uso de medicamentos e as estratégias que já foram tentadas.
A partir daí, aprofundamos o que faz sentido para aquele caso: cervical, ATM, sono, ciclo menstrual, rotina, carga física e outros fatores associados — sempre analisados em conjunto.
Não existe uma fórmula pronta que sirva para todas as mulheres.
Existe raciocínio clínico aplicado a cada história, com definição de prioridades, acompanhamento da evolução e encaminhamento quando necessário.
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Para mulheres que:
convivem com dor de cabeça recorrente, mesmo com a investigação médica em dia;
já tentaram medicamentos ou estratégias isoladas, mas continuam sem compreender o próprio padrão;
já tentaram medicamentos ou estratégias isoladas, mas continuam sem compreender o próprio padrão;
percebem cervical, ATM ou tensão muscular envolvidas no quadro;
sentem que a dor começou a interferir nas decisões e na rotina;
querem organizar melhor o caso antes de escolher o próximo passo.
Para quem o Cabeça Sem Dor foi pensado
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